Crônicas de um país sem sobrenome

Magoei

 

Você não vai com a minha cara?

OK, OK, você não votou na Dilma. Você queria que o Serra estivesse subindo a rampa do planalto naquela chuva de ontem em Brasília. Você não está contente. Pode até ter suas razões pessoais para isso, querido leitor. Quem não fica chateado quando não vê o que desejava acontecer?

Para ti, eleitor da oposição, cabe uma pequena pergunta. Quantos Brasis existem? Não, não no sentido figurado, metafórico, mas no literal mesmo. Quantos Brasis existem? Apenas um. E para UM país, existe UM governo. Que, neste momento e até 2014 (se o mundo não acabar no ano que vém), está sob tutela da Presidente (Presidenta? Chama o Pasquale!!) Dilma Roussef.

Esta não é uma reflexão que se fixará, novamente, novamente, novamente, nos constantes argumentos que, via de regra, todos já escutaram (e não engoliram) em algum lugar: “é a primeira vez que uma mulher presidirá a nação”, “é a delicadeza feminina que virá para tratar a todos como filhos”. Tampouco, é propaganda eleitoral de um tipo de governo que sucede a si mesmo, iniciado pelo hoje ressentido Luiz Inácio Lula da Silva e seus constantes e rancorosos disparates: “um governante do povo”, “operário”, “sem instrução”, “que sofreu constantemente com o preconceito daqueles que…” Sim, amigo, você já viu este filme. Não precisa que, aqui neste ainda modesto blog, te dêem um repeteco, mais do mesmo, enfim.

Esta, na verdade, é uma reflexão que vem pedir a todos, eleitores ou não de Dilma (ou, se preferir, membro “da massa” ou “da elite”, como incessantemente disparado meses atrás), que torçam para que esta mulher, a primeira mulher no governo de nossa nação, que vem dar continuidade ao projeto do PT de oito anos atrás, realize um bom mandato, e que de fato, o juramento realizado ontem no Senado Federal (alguém aí prestou atenção? Ou todos os olhos estavam mesmo na Marcela Temer?), que promete lutar para e pela evolução positiva de nossa sociedade, seja cumprido à risca nestes próximos quatro anos de governo.

OK, leitor, você não votou na Dilma. Já sabemos disso. Isso não impede, no entanto que ela te represente. Você ainda é Brasil, ainda faz parte da sociedade que, até 2014, estará sob tutela desta senhora. Portanto, caro amigo, por favor, deixe os ranços de um voto vencido para os que já estão lá dentro do Senado. Na verdade, é melhor torcer para que nem isso aconteça, pro Brasil deixar finalmente que as visões políticas não mais prevaleçam sobre o bem comum e poder avançar, pelas propostas julgadas por seu conteúdo, não pelo partido de quem as elaborou.

Feliz 2011 Brasil!! E, por que não, desde já um feliz 2012 e, se o mundo ainda existir, 2013 e 2014 também!!

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