Crônicas de um país sem sobrenome

Arquivo para março, 2011

Jair Bolsonaro e os ódios cotidianos

Jair Bolsonaro. Esse é o nome do mais novo desafeto social brasileiro. Este senhor, eleito democraticamente deputado federal pelo Rio de Janeiro, realizou declarações no CQC (um dos programas mais fantásticos da televisão brasileira em dias atuais) dignas de escândalo e repúdio, atacando livremente, segundo interpretação da maioria, grupos importantes da sociedade brasileira, em especial, negros e gays.

Para os que não viram, segue o vídeo abaixo.

Foi o que bastou para a incitação dos discursos mais inflamados de todas as partes da sociedade. Blogs, jornais, revistas, todos manifestando sua discórdia radical com os argumentos do ilustre deputado. Nos Trending Topics do Twitter, que mostra os assuntos mais comentados no serviço de microblog, o nome Jair Bolsonaro e a frase “fora Bolsonaro” dividem acirradamente espaço com a final do BBB e a morte de José Alencar. Sim, caro leitor: é repugnante, é escandaloso, e independente de quaisquer tentativas de explicação, é digno de revolta. Opinião ultrapassada, de gente que, definitivamente, não deveria governar este Brasil sem cara e sem sobrenome, e que, sim, deveria estar na cadeia.

Jair Bolsonaro representa algo mais. Caçá-lo, algemá-lo, como tem tentado os grupos ofendidos representados na esfera pública, é uma obrigação inquestionável, certamente, mas que fará sentido algum sem antes um entendimento. De onde vem o estranhamento com as palavras do ilustre deputado? Qual a fonte da revolta pelas palavras de Bolsonaro no programa de segunda feira? Quem não conhece, em sua casa, em sua família, em sua escola, ao menos dez Bolsonaros, de opiniões racistas e homofóbicas deveras até mais radicais, e que, neste momento, manifestam seu repúdio e intolerância com as opiniões deste típico representante do povo? Onde está a contradição quando se crucifica o homem que, diferentemente da grande maioria, teve a questionável coragem de mostrar o que realmente pensa?

A existência de Jair Bolsonaro na esfera política pública nada mais é do que a revelação de uma sociedade que, assim como este senhor de pensamentos arcaicos, tem também tais pensamentos. Caçar este homem é, sim, um ato de cidadania mas, ao mesmo tempo, uma personificação de uma idéia generalista, generalizada, é responsabilizar uma pessoa por um odioso pensamento já tão intrínseco em nossa sociedade. Bolsonaro é um laranja: passada esta onda de ódio pontual, local, personificada neste senhor, voltamos à prática de nossos pequenos ódios cotidianos, e nada mudará com relação ao preconceito geral no Brasil, país da “igualdade” e da “aceitação às diferenças”, um discurso que, por si próprio, incumbe-se de ocultar o preconceito que, de fato, existe e nunca deixou de existir no Brasil. Em outras palavras: caçar e prender Bolsonaro é justo e inquestionável, mas fazê-lo sem a reflexão necessária, sem enxergar o Bolsonaro dentro de cada um de nós, é caçar um homem, não um problema. Este, perdura nos Bolsonaros espalhados em nosso dia a dia.

Jair Bolsonaro foi eleito democraticamente, portanto, é representante legítimo do povo. E representa, de forma caricata, exatamente o que o povo é. Jair Bolsonaro é um espelho desta sociedade auto-intitulada “moderna”, em teoria livre de preconceitos e que, por si mesmo, odeia seus próprios pensamentos. E que, por fim, prefere o instinto de exterminar a personificação do mal, ao exercício da reflexão sobre o que, de fato, acontece na mentalidade geral de nossa “moderna” sociedade.

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ADENDO DO AUTOR: Coincidentemente, o incidente do ilustre deputado descrito acima aconteceu quando eu terminava de ler um livro totalmente pertinente com a temática proposta neste ensaio. Trata-se de “Pérola Negra – História de um caminho”, autobiografia de Elaine Pereira da Silva. Mulher, negra e pobre, moradora da periferia da Zona Leste de São Paulo, Elaine correu atrás de seu sonho de se formar em Medicina, e com o esforço que sua condição econômica lhe impôs a vida toda, batalhou incessantemente até seu ingresso no curso de Medicina da UNICAMP, um dos mais conceituados do Brasil.

Contar a história de Elaine aqui seria absolutamente pequeno, comparado aos impressionantes detalhes de seu livro, belissimamente decorados com as mais fantásticas e pertinentes citações. Adianto, no entanto, a história resumida, na contracapa do mesmo: no 5º ano de Medicina, ficou quatro dias em coma, na UTI, e sofreu lesão cerebral, por negligência médica. Passou por três meurocirurgias, cadeira de rodas, dezoito internações, perdeu a memória recente por três anos, teve infantilidade mental por meses, seu sono aumentou e, em função disso tudo, foi discriminada em todos os âmbitos e teve seu diploma atrasado em três anos.

Elaine Pereira da Silva está formada desde 1997. Trabalhou na rede pública de saúde do Brasil por sete anos. Atualmente, continua cumprindo promessa feita a Deus nos anos de cursinho: atende a pessoas financeiramente carentes, em seu trabalho voluntário na favela da Vila Brandina, em Campinas.

Eu tive o grande prazer de conhecer Lãlã, como ela se autodenominou em sua dedicatória do livro para mim, em meados de 2006, numa festa na casa de um amigo em comum. Lembro-me que até então, não tinha a menor consciência de toda essa sua história, totalmente exemplar neste nosso país da “igualdade racial”. Lembro-me de nossa automática identificação, rimos muito, cantamos muito, sua voz estridente em consonância com a minha: além do gosto por festas na casa de amigos, temos também em comum o volume da nossa voz. Ah, sim: por motivos de força maior, não pude ler seu livro naquela época (final de graduação, final de graduação), e cinco anos depois, eu o redescobri.

Lembro também que, em um determinado momento da festa, tive o lapso (se alcoólico ou por confluência de espíritos, não sei, não importa) de desabafar alguns problemas então recentes (reitero: muito recentes) à Lãlã. Pedi um alento, no que prontamente fui atendido, eu acho… minha única recordação deste momento é assim: escuro, eu sentado em uma cadeira, Lãlã ajoelhada em minha frente, segurando minhas mãos e me oferecendo, do fundo de seus olhos negros como a noite, palavras de consolo e força, junto do olhar e do sorriso mais penetrante que já tive em toda minha vida. E hoje, cinco anos depois, não esqueço daquele sorriso: não fosse seus lábios negros emoldurando-o, poderia jamais ter sido tão tocado. Antes tarde do que nunca: muito obrigado querida!!

Independente dessa experiência pessoal que fiz questão de contar-lhe, leitor, a leitura de sua história é absolutamente recomendável. Se não provocar-lhe profundas reflexões a respeito desse tão intrínseco preconceito racial no Brasil, certamente lhe tocará a história de mulher tão guerreira como Elaine Pereira da Silva.

PÉROLA NEGRA – HISTÓRIA DE UM CAMINHO

Elaine Pereira da Silva

Campinas/SP: Editora Komedi, 2006 – 256 páginas

Preço sugerido: R$ 26,00

12 perguntas para entender o blog da Bethânia

Senhores leitores, boa noite.

Muito tem se falado sobre o tal blog da Bethânia, vinculado ao Ministério da Cultura, que tem como meta publicar um vídeo de alguma poesia nacional consagrada por dia, ao longo de um ano. Isso todo mundo sabe. Assim como, todo mundo também sabe que esse projeto vai custar R$1,3 milhão aos cofres públicos, pela tal da Lei Rouanet.

Burburinhos totalmente a parte, o SAC BdQ resolveu responder 12 dúvidas dos telespectadores que, até então, boiaram nessa discussão toda (uns 50% da população brasileira), ou que ainda tem dúvidas com relação a um ou outro aspecto do projeto (103% do nosso povo). e, logicamente, de forma acessível para que 110% dde nossos leitores entendam de uma vez essa coisa.

Em caso de dúvidas, ligue para 0800-GOOGLE. Boa leitura!

1 – O que é o Ministério da Cultura?

Começamos bem, hein? Vamos lá: Um ministério tem por objetivos básicos formular leis e regular, em território nacional, algum determinado aspecto da realidade do brasileiro. Temos o Ministério dos Transportes, Saúde, Educação, Agricultura, Fazenda (não é a mesma coisa, acredite), Casa Civil, dentre outros. No caso, o Ministério da Cultura trata dos assuntos do governo relacionados à (uma maria-mole pra quem adivinhar)… cultura. Eles ficam ali, ó:

2 – O que é cultura?

Putz… se você pensou naquelas coisas todas eruditas, com orquestras e maestros, pinturas todas borradas, ópera e seus diversos significados que ninguém entende, estátuas de homens pelados e de pinto pequeno, você está parcialmente certo. Digo parcialmente, pois cultura é mais do que isso. Na verdade, cultura é tudo aquilo que define, de forma geral, os costumes e pensamentos de um determinado povo, e isso inclui, infelizmente, esse maldito funk que você escuta no celular dentro do busão pro serviço, e sem fones de ouvido (argh!!). Edward Tylor, antropólogo britânico de alguns vários anos atrás, definiu cultura como “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. Outros autores como… tá, parei, já deu pra entender, né?

3 – O que é um blog?

Hmmm… basicamente falando, um blog (palavra derivada de “web-log”) é um site de atualização rápida em que o proprietário pode adicionar o conteúdo que desejar, sem a necessidade de imparcialidade, podendo, portanto, expressar sua opinião sem compromisso direto com a realidade. Resumindo: um blog é um negócio que permite que simples mortais, sem fama e dinheiro no bolso, munidos apenas de imaginação e um computador com acesso à net, possam se expressar publicamente pra todo mundo ler. E é de graça, pra quem lê e pra quem publica, genial! Para exemplificar, existe um blog bem bacana, dentre os melhores da internet (até ele concorda), que fala sobre o seu país, e se chama “Brasil do que”, conhece? Vale a pena, com certeza: digite “brasildoque.wordpress.com” (sem aspas) na sua barra de navegação lá em cima, aperte “enter” e aproveite!

4 – E essa Lei Rouanet aí, é de comer?

A Lei Rouanet (originalmente, Lei Federal de Incentivo à Cultura, nº 8313, de 23 de dezembro de 1991) diz, basicamente, o seguinte: tem-se como diretrizes para a cultura nacional a promoção, proteção e valorização das expressões culturais nacionais, e qualquer órgão, pessoa física ou jurídica, que realize doações para atividades culturais vinculadas ao Ministério da Cultura ou à órgãos culturais estaduais, pode ter o valor da doação abatido no imposto de renda anual. Em outras palavras: o valor que você doa para órgãos culturais no Brasil é o valor que você deixa de pagar para o governo no começo do ano. Bacana, né?

5 – Ainda não entendi. Esse dinheiro vai ou não sair do meu bolso?

Sim e não. Se por um lado não é o governo quem diretamente pagará os tais R$ 1,3 milhão para a Maria Bethânia e pro Andrucha Waddington, e assim não será o seu bolso o esvaziado pra criação desse blog, por outro lado essa receita deixará de ser arrecadada pelo governo, ou seja, é R$ 1,3 milhão a menos de receita federal anual que poderia, sim, ser destinada e investida em outros setores sociais relevantes (lembra daquele papo dos ministérios? Então…)

6 – CARAAAACA!!! R$ 1,3 MILHÃO????

Pois é, esse é o valor que, espera-se, seja doado para Maria Bethânia e Andrucha Waddington para a realização dos 365 vídeos de poesia programados ao longo desse 1 ano de projeto. Veja que, nesse valor, estão inclusos os gastos com material de filmagem, efeitos especiais, sonorização, compra de direitos autorais dos poetas ainda vivos, ou seja: esse dinheiro todo não vai exclusivamente para o bolso dos dois gaiatos que caíram no meio dessa polêmica toda, só uma parte disso será lucro a eles. Ainda parece injusto?

7 – Quem é Andrucha Waddington?

É esse cara aqui a esquerda. Sim, Andrucha é um cara… Andrucha Waddington, que na verdade se chama Andrew, é brasileiro, carioca, diretor e produtor de cinema e publicidade, e seu nome está sempre aparecendo em um ou outro filminho nacional bacaninha, como “Eu, Tu, Eles” (aquele com a Regina Casé se achando gostosa) e “Casa de Areia” (filmaço de 2005, com a quase oscarizada Fernanda Montenegro e a sua filhinha sem seios). A propósito, se isso te deixa mais simpático com o rapaz de nome gringo, ele é casado com a Fernanda Torres. Não conhece? Acabamos de falar nela, a  filhinha sem seios da Fernanda Montenegro! Não ainda? E se eu falar da Vani, dos Normais? Proooonto!

8 – E quem é Maria Bethânia?

Tá de brincadeira, né? Que dizer de um povo que sabe o nome completo de qualquer MC Créu da vida, e não faz idéia de quem seja a Maria Bethânia? Toma vergonha na cara e não faz essa pergunta aqui, assim, em público! Clica logo aqui e vai pra próxima pergunta!

9 – Mas poxa… R$ 1,3 milhão????

Jura que ainda acha muito? Ok, um blog, teoricamente, é algo que se pode fazer de graça, e consideremos, também, que ninguém está implorando para que estes vídeos sejam realmente feitos: não vai mudar radicalmente a vida de ninguém. Pensa, criatura: o que é R$ 1,3 milhão pra declamar um poema por dia, quando se paga com prazer R$ 1,5 milhão prum “brother” qualquer respirar e mostrar o bíceps por 3 meses? Está mesmo tão difícil aceitar um investimento desses pra uma coisa tão bonita como poesia? Ah é, você não lê nada nacional, estranhou o cara se chamar Andrucha mas se apaixonou por um vampiro homossexual chamado Edward… fique sabendo que existem poemas realmente lindos, que podem, sim, mexer com você, leitor. Abra sua mente, pare de pensar nos investimentos da Copa do Mundo (R$ 33 bilhões de reais até 2014. Sim, você leu certo: BILHÕES!!), e deixe um pouco de cultura de verdade entrar nesse seu cerebrozinho viciado em BBB, prometo que faz bem, ok?

10 – Podiam me chamar no lugar da Bethânia pra fazer isso, né?

Desculpe por cortar seu barato, querido leitor, mas você é filho da Dona Canô? Volte lá na pergunta 8, clica no link que foi passado, por favor.

Ráá, pegadinha do malandro!!

11 – E o que é que eu vou fazer com esses vídeos afinal?

Assista, ué! Poesia nunca é demais pra ninguém, ainda mais quando se vangloria uma cultura secular brasileira de poetas esquecidos pelos simples mortais, de obras realmente fantásticas e tipicamente brazucas, e se você pegar gosto pela coisa (tomara), parte dos objetivos do blog estarão plenamente satisfeitos.

12 – Não gostei, eu sou contra, não quero que meu governo faça isso. Tem coisa muito melhor pra fazer com esse dinheiro todo.

Desculpe aí, “senhor revoltadinho”. Resolveu ter consciência política agora, foi? Infelizmente, não é a primeira nem a última vez que o governo vai fazer alguma coisa contra a sua vontade, mas deixe seu incômodo com isso para assuntos que realmente valham mais a pena, e dê um viva à cultura nacional. Pronto falei!

PS: calculo que, aproximadamente, 34,75% dos leitores desse texto pararam no “poxa, a Vani não tinha seios?” Pra esses, eu dou uma força: clique aqui. Sim, ela pôs silicone, só pra constar.

O ano das mulheres

2011 é, certamente, o ano das mulheres no Brasil. Desde o dia 1º de janeiro, o cargo mais relevante de nosso governo é ocupado por uma mulher. A representação do Brasil no hall da fama do futebol, templo sagrado da virilidade masculina, é de uma mulher. Cada dia mais, vivenciamos um número cada vez maior de mulheres chefes de família. O perfil da mulher no Brasil está mudando a olhos vistos: a jovem brasileira não é mais aquela dona de casa submissa, que aprendeu com sua mãe os cuidados do lar. Ao contrário, é uma mulher cada vez mais empreendedora, executiva, profissional, e busca seu espaço merecido em todos os ramos da sociedade.

Até o calendário lunar parece ajudar a colocar a mulher em destaque. Memorizem esta data: 08 de março de 2011. É o Dia Internacional da Mulher, comemoração anual de luta das mulheres por seu espaço, sua valorização, sua vontade de mostrar não ser apenas um pedaço de carne, seu respeito até então negligenciado na maioria das sociedades ao redor do mundo. E é o Carnaval, maior festival de corpos femininos voluntariamente desnudos que a sociedade brasileira consegue ver ao longo de todo o ano, uma vitrine erótica pra homem nenhum botar defeito.

Diriam os puristas: a mulherada não se respeita. Diriam os “convenientemente puristas”: desse jeito, como valorizar a mulher? “Depois que estrupa (sic), a culpa é do homem” – atire a primeira pedra quem nunca ouviu um new-ogro a proclamar a pérola. De fato, o pensamento geral evidencia a situação como um considerável retrocesso social. A mesma mulher que luta pela valorização de qualquer outra coisa senão seu corpo, se orgulhará com seu corpo desnudo, purpurinado e capturado pelas câmeras posicionadas nos ângulos mais íntimos. Como se o samba-enredo da Sapucaí trouxesse, na mesma data, uma dança de um passo pra frente, e sempre dois pra trás. Contradição? Paradoxo?

Eu tenho mais a mostrar. Mesmo!

Ao contrário, homens machos brasileiros: a mulher brasileira é, sim, independente do que qualquer pesquisa européia possa dizer, a mulher mais bela do mundo, e isso, de forma alguma, mostraria quaisquer inferioridades de quaisquer tipos (sim, adoro o plural de “qualquer”). A estudante universitária da sainha rosa não deixou de ser uma estudante universitária, ao mesmo nível dos palhaços que a vaiaram por sua roupa. A presidente eleita democraticamente recebeu o mesmo voto de confiança de inúmeros homens que a antecederam. A consagrada jogadora de futebol (frisa-se: templo sagrado de masculinidade e virilidade) mostra que, atualmente, elas podem dar mais orgulho que muito marmanjo brasileiro por aí. A funcionária com a mesma qualificação que seu colega homem merece, sim, o mesmo salário. E com um adicional que, ao meu ver, homem nenhum terá jamais: simpatia, sensualidade. Beleza. A mulher brasileira é, ao mesmo tempo, símbolo máximo de capacidade, inteligência e sedução. Por que não?

8 de março de 2011. O dia em que, de fato, a mulher deve, sim, mostrar toda sua graça, beleza, sensualidade e simpatia, sem deixar de lado a crescente conquista de seu espaço. O dia em que a mulher mostra que, sim, pode ser erótica, sensual, sexual, sem ter que passar por qualquer tipo de censura. O dia em que se pede a reflexão: a limitação, o retrocesso, o “passinho pra trás”, está afinal embutido na cabeça de qual sexo?

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