Crônicas de um país sem sobrenome

Boa tarde, queridos leitores!

Vocês devem ter acompanhado na semana passada a decisão por unanimidade do STF, de julgar a constitucionalidade da política de cotas raciais promovidas por algumas instituições de ensino no Brasil, discussão que um DEM-terminado partido político havia levantado e pedido para votação. Obviamente, como não podia deixar de ser, isto gerou burburinhos a mil em todos os lugares, de colunistas e cientistas respeitados, outros nem tão respeitados, outros que eu nem sei quem são, além daqueles que eu não faço a menor questão de saber, e claro, os colunistas anônimos do Facebook, sempre.

Seguindo mais uma edição de nossa já tradicional coluna “12 perguntas para entender”, o assunto de hoje é esse: a política de cota raciais. Não conhece a coluna? Olha aí embaixo, relacionamos todas as edições anteriores:

Num trabalho absolutamente árduo de nossos afoitos leitores, que encheram nossas caixas de mail com perguntas mais variadas a respeito deste polêmico tema, selecionamos as doze perguntas mais pertinentes e, assim, tentamos responder a todos. Caso sua dúvida não tenha sido esclarecida, escreva-nos, teremos satisfação em responder (provavelmente porque você será o único dentre nossos quase 10 leitores que o farão, rs…). Bora lá:

1 – O que são cotas?

Em conceito, um sistema de cotas é aquele que trata com diferença determinados candidatos a uma vaga num concurso, público ou privado, de acordo com algum critério que o trata como pertencente a uma margem de maior exclusão social. Esta diferenciação, normalmente positiva para este grupo em específico, pode ser com reserva rígida de vagas para pessoas nestas condições, ou com benefícios de pontuação quando do processo seletivo. Isso não é novo, e está inclusive na Constituição Brasileira de 1988, saca só:

  • “A lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão” (Constituição Brasileira de 1988)

Antes que alguém me julgue como um “Bolsonaro-Cover” (se você viveu os últimos meses em Saturno e não sabe quem é esse cara, clique aqui) por definir raça como “deficiência”, vamos explicar de fato as coisas.  No caso em específico das cotas raciais discutidas pelo STF na semana passada, a discussão gira em torno de beneficiar, nos processos seletivos das universidades federais, candidatos de etnias tradicionalmente menos favorecidas, como é o caso dos negros e índios no Brasil. E se você ainda não entendeu o que eu quero dizer com “deficiência”, passe a próxima pergunta.

2 – O que é racismo?

O racismo é essa linha de pensamento de uma pessoa ou de um determinado grupo de, por sua raça pré-definida por sua carga genética e que causa aspectos físicos bastante diferenciados nos seres humanos, considerar-se superior aos indivíduos da mesma espécie (no caso, o homo sapiens) por pertencer a uma raça diferente. Sim, assim como os cachorros ou gatos, somos todos da mesma espécie mas de raças diferentes. Agora, pergunte a um fila brasileiro se ele despreza ou se se sente superior ou inferior a um poodle…

Vale lembrar que, em muitos casos, e o Brasil é um deles, a diferenciação de tratamento e oportunidades sociais para raças diferentes já foi algo além de um mero pensamento individual estapafúrdio como esse, e já foi, em inúmeros casos na história, justificativa para que tais diferenças fossem institucionalizadas por lei. A lei previa que o negro trazido ao Brasil era inferior ao branco, e por isso deveria ser escravizado, tratado como “ser” inferior, sem direitos civis, sem reconhecimento de posses, essas coisas todas.

Apesar da Lei Áurea ter sido assinada do dia pra noite, em 1888, sabemos que uma cultura não se muda no mesmo ritmo. E embora a lei e a Constituição Brasileira de 1988 prevejam direitos iguais para todos os brasileiros sem exceções ou diferenciações de raça e credo, sabemos que na prática a coisa não funciona exatamente assim. Na sociedade, o negro ainda é tratado como cidadão de segunda classe, se não das formas mais implícitas, basta apreciar as diversas pesquisas que saem todos os dias por aí, mostrando que um branco com a mesma qualificação e no mesmo cargo que um negro recebe um salário significativamente maior.

Desculpem, caros leitores, revirei toda a net atrás de uma pesquisa dessas e incrivelmente não achei. Devo estar digitando algum termo de busca absolutamente esdrúxulo. Deve ser o frio…

3 – E a universidade nisso?

Pra quem não sabe, a universidade é talvez o foco mais significativo do que é de fato o negro ser cidadão de segunda classe no Brasil. Apenas 2% dos alunos, professores e pesquisadores são negros, num país em que 60% da população encontra-se entre negros e “pardos”. Compare, amigo, isso não é uma pequena discrepância, falamos de 60% de pessoas no Brasil que correspondem a apenas 2% de vagas nas universidades, algo está errado, não?

4 – Existe algum “plano maior” depois das cotas raciais, imagino… não?

Opa, e como existe! Entende-se que jogando dentro da universidade, um duplo efeito a longo prazo poderá ser sentido. O primeiro deles, e o mais óbvio, é o de aumentar o número de negros e índios com diploma superior no Brasil, e dessa forma inseri-los mais enfaticamente no mercado de trabalho qualificado. Culturalmente, entende-se que com um maior número de negros nas funções mais básicas da sociedade (atendimento médico, professores, engenheiros, etc), o cidadão terá maior facilidade em aceitar, dentro de si, que o negro tem, sim, capacidade semelhante a um branco nas mesmas competências.

O segundo efeito, menos óbvio mas tão importante quanto, é o de inserir mais cabeças negras e índias na elite pensante brasileira, das universidades brasileiras, correspondente a apenas 2% da população como um todo. Isso, claro, ajudará o Brasil a entender melhor todos os lados de um mesmo problema social, e quem sabe não ajuda, inclusive, na obtenção de sua identidade

Lembrando, sempre: isso nunca foi tentado no Brasil, e tudo o que se colocou aqui são apenas teorias. Pode ser que nunca dê certo, mas como saber se nunca tentamos?

5 – Mas se racismo é tratar diferente um cidadão por sua raça, as cotas raciais nas universidades não são um tipo de racismo?

BINGO! Você acabou de sacar qual o maior argumento dos contra-racismo! É fato que este pensamento faz todo o sentido, mas ele se perde caso não se faça outra pergunta em seguida: um racismo pode ser usado para combater o outro? Vai lá, pergunte!

6 – Ahn… um racismo pode ser usado para combater o outro?

Que pergunta inteligente! Vamos pensar a respeito… se a ideia original é combater as diferenças, combater as formas arcaicas de pensar tão arraigadas em nossa cultura, um plano que destaque pessoas em detrimento de outras usando como critério a raça delas é tão racismo quanto qualquer outro, e não é porque as políticas anteriores eram negativas e esta é positiva para este determinado grupo que isso não deixa de ser racismo.

Por outro lado, há uma questão muito importante a ser pensada também: as medidas não racistas para combate ao racismo surtiram efeito? A Lei Áurea não, simplesmente despejou um monte de negros pobres nas ruas, concretizando o negro como raça inferior não mais como imposição legal, mas como condição social. A criminalização do racismo também não surte efeito algum: acusações de crimes raciais estendem-se por anos e anos a fio nos corredores da justiça, para caducar em pouco tempo e, quando isso não acontece, as penas são ínfimas ao racista infrator, e servem apenas para aumentar o ódio racial de grupos extremistas. Alguma ação não-racista deu certo?

É a famosa história, caro leitor. Pedir por atitudes não racistas para consertar o racismo é entender que este, o racismo, não existe mais no Brasil. E não existe mesmo, ao menos nos termos “legais”. Mas nos “sociais”, ora, aí a coisa é diferente. E até onde se saiba, os termos legais devem ser feitos de acordo com as demandas da sociedade, e não o contrário. Portanto, neste caso, uma medida “racista” como a discriminação de cotas raciais é aceitável, o “um racismo para combater o outro” para mudar ao longo prazo toda uma cultura de desigualdade racial, parece aceitável e justo.

7 – Cultura?

Sim, cultura. O racismo está arraigado na cultura nacional em todos os níveis, talvez pelo fato de que a porção negra do Brasil é quase que perfeitamente coincidente com a porção pobre, mas claro que o fator ideológico da escravidão ainda é bastante presente. 130 anos é pouquíssimo tempo para mudar uma cultura, acredite.

8 – Mas como confiar num profissional, independente de sua raça, que teve sua vaga na universidade por benefícios concedidos?

Parabéns, caro leitor, você conseguiu, com palavras diferentes e mais leves, a mesma máxima batida que anda se escutando por aí, a do “não passarei por médico negro, perguntarei a raça do doutor antes de marcar a consulta”.

Quem já passou numa universidade sabe muito bem que sair dela é mais difícil do que entrar, ou seja, mesmo que o cidadão tenha se beneficiado do programa de cotas para seu ingresso na universidade, é mérito total dele, assim como de qualquer outro profissional, a obtenção do diploma de ensino superior. Vá para a faculdade, amigo, a coisa não é tão simples como parece. Além do mais, tem vários estudos por aí que mostram exatamente isso, que o aluno beneficiado por um ou outro projeto de inclusão social não tem desempenho diferente dos demais em seus cursos, e em muitos casos, talvez por entender a chance que tiveram se não fossem tais projetos, são ainda alunos exemplares, dentre os primeiros de suas turmas.

Em suma: enquanto não houver cota de diploma para universitários negros, fique tranquilo, caro leitor: seu médico negro é tão ou mais capacitado que qualquer outro médico branco, ok?

9 – Esse sistema é falho? Existem casos de oportunistas que burlaram o sistema para se beneficiar injustamente das cotas raciais no Brasil?

Infelizmente sim, e justamente porque o assunto é sempre tão polêmico que a repercussão da mídia quando isso acontece é avassaladora. O caso mais famoso é o dos gêmeos Alan e Alex aí embaixo, de Brasília, que se inscreveram no vestibular da UnB. Um foi considerado negro, o outro branco. Com notas muito semelhantes n processo seletivo, o “gêmeo negro” garantiu sua vaga, enquanto o “gêmeo branco” não.

Foto artística com cara de indignação a uma atitude do governo. Adivinhe: qual revista estampou esta foto em sua capa?

Casos como estes levantam uma questão fundamental: o que é ser negro no Brasil, numa população tão miscigenada como a nossa? Você consideraria Alan e Alex como bancos ou negros? Solução 1: uma comissão avaliadora, solução 2: auto-consideração do candidato. Problema 1: tem racismo pior que alguém te caracterizar como branco ou negro? Problema 2: eu posso me declarar negro e me aproveitar da situação.

Um salve pra todos os meus irmãos negros como eu aí, se eu consegui minha vaga vocês também podem, se liga na universidade irmão! Paz!

Isso sem contar os já numerosos casos de estudantes que botam a boca no trombone na mídia sensacionalista quando obtém índice mínimo para ingresso na universidade e são privados por um cotista que obteve a vaga antes. É revoltante? Claro que é. Gera racismo? Talvez, pra essa pessoa e pras pessoas que acompanham essas mídias sensacionalistas, que sempre dão o microfone ao candidato privado de sua vaga mas nunca fazem uma simples pergunta básica:

"Mas você JURA que leu TODO o manual do vestibulando?"

10 – E qual seria, então, uma solução mais adequada?

Bom, o senso comum anda dizendo por aí que a solução seria a cota para pobres, ao invés de cotas para negros. Que isso seria, ao mesmo tempo, a solução para a redução do racismo e também da desigualdade racial. Até um dos ministros do STF disse isso na sessão de constitucionalização das leis de cotas. Fato é que talvez eles estejam certos. Assim como as cotas raciais, algumas universidades entram com cotas para alunos de escolas públicas, e com resultados tão satisfatórios quanto. A questão é: uma coisa exclui a outra? Cotas para negros restringe as cotas para os pobres?

E tem mais. Levando-se em conta a grande relação que a Lei Áurea trouxo para o país, de fixar negros como historicamente pobres no Brasil, as medidas de cotas raciais não seriam elas também uma forma de combate à desigualdade? Afinal, eu até conheço muitos brancos pobres, mas quantos negros ricos você conhece?

Eu concordo com todos os que dizem, também, que a inclusão na universidade deve ser também dada pelo critério da classe social, mas não vejo onde uma coisa exclui a outra, ao contrário, acho até que elas se coincidem: releia os “erros” do projeto de cotas descritos na questão anterior. Com ambos os projetos juntos, talvez os dois gêmeos estivessem agora na universidade, não?

E por fim, eu obviamente concordo com todos os que apontam que a justiça só será de fato feita quando todos receberem a mesma preparação para o vestibular, e isso implicaria fatalmente na reforma educacional no Brasil. Parece algo a longo prazo, e que precisa ser feito, mas o racismo é algo que precisa ser corrigido o mais breve possível: a sociedade espera?

11 – Então por que ninguém reforma a educação no Brasil?

Olha, amigo, estou aqui me fazendo essa pergunta há anos, e posso dar a você as mais diversas respostas que já pensei a respeito. A mais rápida a se entender agora é: estipular cotas pode ser feito em quatro anos, reformar a educação e fazê-la de forma qualitativa não.

12 – As cotas vão resolver os problemas raciais no Brasil?

Infelizmente, as políticas de cotas raciais por si só não fazem sentido algum. Como dito, esse é um projeto que pretende mudar culturalmente a sociedade, e que portanto não pode ser feito de forma sozinha e alienada. Após a inclusão de negros e índios nas elites pensantes nacionais, cabe ao poder privado entender, posteriormente, o valor desses novos profissionais, e assim dá-los as mesmas chances que aos demais não cotistas. Não cabe só ao governo erradicar o racismo, mas aos poucos a coisa engatilha. Creio que as polêmicas pontuais causadas pelo regime de cotas raciais serão brevemente esquecidas quando a sociedade enxergar o bem maior que isso pode causar. Diferentemente da maior parte da opinião pública e da mídia sensacionalista, eu torço para que a coisa dê certo, enfim.

Anúncios

Comentários em: "12 perguntas para entender as cotas raciais" (17)

  1. Ricardo Alex disse:

    Tenho uma duvida sobre as cotas. Concluí o ensino médio em 2010, totalmente realizado em escola publica, sera que eu entro como participante no sistema de cotas?

  2. O aluno branco que estudou em escola pública tirar uma nota maior que o aluno negro que também estudou na escola pública, a vaga fica com quem tirar a nota mais alta ou nesse caso o aluno negro terá o privilegio só por ser negro a ficar com a vaga?

  3. “Pedir por atitudes não racistas para consertar o racismo é entender que este, o racismo, não existe mais no Brasil.” equivale a, por exemplo, “Pedir por atitudes não (…)violentas(…) para consertar a (…)violência(…) é entender que esta, a (…)violência(…), não existe mais no Brasil.” ou, literalmente, “Pedir por atitudes (…)não-étcas(…) para consertar a (…)falta de ética(…) é entender que esta, a (…)falta de ética(…), não existe mais no Brasil.” [obs. usei ‘falta de ética’ porque não-ética ou ¬ética fica estranho demais]

    Em linguagem simples, as duas afirmações implícitas:
    “Pedir por atitudes erradas para consertar outras atitudes erradas é beleza ok”
    E “Discordar da afirmação anterior significa não acreditar em atitudes erradas”

    Tenho certeza de que não quis dizer isso, portanto, aqui está a oportunidade pra reformular o argumento.

    E se quis dizer, sério, … sério o quê? Só rindo.

    • Rafael Galeoti disse:

      Sim, eu QUIS dizer isso. O que não se deve é GENERALIZAR: eu falei sobre RACISMO, não sobre ética ou violência. O que não significa que, para violência ou ética, o pensamento deva ser igual: cuidado!

      • O problema é que não há nenhuma diferença definida entre o “racismo” que você quis usar e o “racismo” do contra-argumento. É falta de clareza fatal. O leitor seu não tem a obrigação e muito menos é telepata pra entender como algo, para ele, ilógico, pode ser base para o argumento.
        Veja: o problema não é a generalização, per se, é a forma do argumento que é problemática. Pro defensor do contra-argumento de que racismo é ruim o racismo é… ruim! Antiético. E o antiético, (para ele, obviamente. para você, vou presumir) não é meio para se obter o ético. É aqui que o argumento pega. [a não ser, claro, que seja utilitarismo, mas é outra história daí.]
        Você pode até ter algo que faça mais sentido em mente, mas esse detalhe não está claro, e ele é a base do argumento.

      • Rafael Galeoti disse:

        Mas realmente NÃO tem diferença, amigo! Tratar raças diferentes umas das outras é e sempre será “racismo” (na essência do termo, descabido de julgamentos de “bom”, “ruim”, “ético” ou “anti-ético”, “válido” ou “inválido”) de qualquer forma: a definição é clara e fixa, imutável. Desmistifique a palavra com os seus pré-julgamentos dela, e tenho certeza que meus argumentos ficarão mais claros pra você. E obrigado pela discussão! 🙂

  4. Errata: “Pedir por atitudes (…)éticas(…) para consertar a (…)falta de ética(…) é entender que esta, a (…)falta de ética(…), não existe mais no Brasil.”

  5. Christiano de Andrade disse:

    Olá, tudo bem? Posso argumentar um pouco? Você disse que os cotistas são tão bons quanto os não cotistas, certo? Mas cara se você observar escolas federais e militares também podem entrar nesse jogo. Existe um critério “COM QUALQUER RENDA” (no ENEM pelo menos). Não me admira saber que as maiores notas dos cotistas sejam nesse critério (Escolas públicas sem comprovação de renda). Agora eu pergunto esses caras precisam de cotas? Não né. Eles são melhores do que eu que fiz ensino médio em escola privada. Outra coisa, cotas para Negros sem critério de renda também existe(no ENEM). Vai me dizer que eles não são capazes de pagar um curso pre-vestibular ou comprar livros? São outros que não precisam de cotas. Já vi muitos negros pagando curso no PENSI, no POLIEDRO(cursos pré-vestibulares caríssimos). Minha opinião: cotas deveriam ser para POBRES(sejam negros, índios ou qualquer outra raça), pois assim veríamos a real condição em que se encontra a educação, e não essa maquiagem toda que o governo passa no sistema de cotas dizendo: Cotistas são tão bons quanto os não cotistas!!!

    • Rafael Galeoti disse:

      Como você pode ver em “Bom, o senso comum anda dizendo por aí que a solução seria a cota para pobres, ao invés de cotas para negros. Que isso seria, ao mesmo tempo, a solução para a redução do racismo e também da desigualdade racial. Até um dos ministros do STF disse isso na sessão de constitucionalização das leis de cotas. Fato é que talvez eles estejam certos. Assim como as cotas raciais, algumas universidades entram com cotas para alunos de escolas públicas, e com resultados tão satisfatórios quanto”, eu não discordo. Apenas acrescento contrapontos menos clichês

      • Christiano de Andrade disse:

        Eu entendi, me desculpe se me expressei mal, mas quis considerar a atuação dos cotistas tanto no vestibular como DENTRO DA UNIVERSIDADE. Você havia dito: “Além do mais, tem vários estudos por aí que mostram exatamente isso, que o aluno beneficiado por um ou outro projeto de inclusão social não tem desempenho diferente dos demais em seus cursos, e em muitos casos, talvez por entender a chance que tiveram se não fossem tais projetos, são ainda alunos exemplares, dentre os primeiros de suas turmas.” Eu apenas quis mostrar que os caras que entram na universidade por cotas e “que se dão bem” lá dentro são aqueles que usam do critério “COM QUALQUER RENDA”(alunos de escolas militares, federais, e negros com condições), ou seja, há uma mentira de que cotistas são tão bons quanto os não-cotistas DENTRO DA UNIVERSIDADE.

      • Christiano de Andrade disse:

        ERRATA: Há uma mentira no seguinte sentido: O governo maquia as cotas mostrando para o povo que quem entra por elas é bom o suficiente para entrar na universidade. Só que quem entra por elas não são os pobres e negros segregados da sociedade que não tem condições de entrar na universidade, mas sim pessoas que não precisam desse sistema. Sacou?

  6. washington disse:

    Olá ! Boa noite. Após ler esse construtivo embate e debate sobre temas e cotas raciais chego a conclusão que tudo uma questão de óptica, sistema vicioso do carvalho que prejudica os desprovidos. o grande X do problema é o capitalismo e a hipocrisia dos gestores elementares. enquanto houver esse deficit educacional e dois sistemas paralelos informadores e formadores dos pilares da sociedade, estaremos condenados ao fim dos tempos e a morte cultural de seus habitantes, como verdadeiros zumbis The Walking Dead. A verdadeira diferença esta na qualidade da educação se presta aos seus estudantes,pois é a cada geração que reavalia a prospecção do sistema. Eu senti na pele a diferença do publico para o privado é inominado soube absorve a tais aspirações

  7. Bom… você mesmo concorda que:

    1 – A solução de curto prazo seria a cota social (abrangendo negros e brancos pobres, indiscriminadamente). A cota tão somente racial exclui o branco pobre.

    2 – A problema será realmente resolvido com uma reforma na educação (faz décadas que precisamos disso! Até quando o argumento: “Ai! isso é difícil, melhor medidas alternativas”). Problema: Cotas raciais não falam nada a respeito de reforma na educação. Precisamos de uma reforma para ontem.

    3 – Cota racial por si só não diminui o racismo. Aliás, o principal mecanismo para combater o racismo é através das grandes mídias (que insistem em utilizar modelos e atores/atrizes brancos em país de mulatos e negros) e divulgar que todos somos uma unica espécie e que as diferenças étnicas não acarretam em superioridade para qualquer grupo, principalmente em termos culturais e intelectuais.

  8. isso é muito tongo comeq conseguem faze iisso

  9. estudo em escola publica, e estou no penúltimo ano. queria saber se a cota vale para o enem ? pois quero concluir o ensino médio pelo enem , e ir direto para a faculdade…

  10. “…amigo, isso não é uma pequena discrepância, falamos de 60% de pessoas no Brasil que correspondem a apenas 2% de vagas nas universidades, algo está errado, não?…”
    #VITIMISMO

    Sim algo esta errado, as pessoas devem estudar mais pra entrar nas universidades publicas utilizando a cota existente -> cotas de estudantes de escolas publicas.

    Se fosse seguir essa lógica vitimista, os japoneses tbm deveriam pedir cotas.. mas não.. eles trabalharam duro e ESTUDARAM…

    Toma vergonha na cara e vão estudar! Querem tudo de mão beijada, engraçado só estão pedindo cotas pra USP, pq não vão pedir pro ITA? É DIFÍCIL NÉ FAZER CONTA… É FODA.. TEM QUE ESTUDAR MUITO NÉ…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: