Crônicas de um país sem sobrenome

Bom dia, caros leitores.

Creio eu que todo mundo já passou por aquela situação embaraçosa de se espantar com o preço absurdo e ascendente de algum produto X que do dia pra noite passou a custar 2X, certo? Nunca dá pra saber se o aumento abusivo daquele troço veio da vontade homérica do dono do estabelecimento de lucrar em cima da tua cara, ou da absurda carga tributária do Brasil, o segundo país com maior arrecadação percentual de impostos no mundo, perdendo apenas pra Suécia (e, claro, com um serviço público que também perde pra Suécia, por uma diferença ligeiramente maior)…

Achei interessante compartilhar um infográfico bastante didático que o UOL fez sobre isso, explicando direitinho a origem de seus impostos, e o quanto é cobrado de cada produto que você cotidianamente se vê obrigado a comprar. Sério, vale a visita: CLIQUE AQUI e passeie sobre os menus interativos dos caras, realmente bem bacanas e, ao mesmo tempo, assustadores.

Após isso, se ainda sobrou aquela pergunta “mas que tanto imposto é esse afinal”, o Portal Tributário relaciona todos os impostos possíveis e imagináveis que você paga sem ver. CLIQUE AQUI e, se obviamente não ler toda a lista por falta de paciência, ao menos se assuste com o tamanho da barra de rolagem.

Pra que isso, autor? Por que esse post? Pra que, da próxima vez que alguém te disser “o Brasil não tem recursos pra fazer isso ou aquilo”, você possa simplesmente dar uma risadinha de leve e perguntar: será?

Abraços!

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Comentários em: "Utilidade pública: contextualizando sua revolta com os impostos" (6)

  1. Ícaro Pupo disse:

    Ainda com toda essa arrecadação existe a Dívida Pública, que é a contração de dívida através da venda de títulos de dívida, para financiar os gastos não cobertos pela arrecadação de impostos. O Brasil fechou 2011 com 1.8 trilhão de reais em dívida pública, cerca de 30% do PIB. Então não, o Brasil não tem recursos pra fazer isso ou aquilo.

    • Rafael Galeoti disse:

      TRINTA POR CENTO???? Legal, me responde agora o que fazer com os outros SETENTA…

      • Ícaro Pupo disse:

        Nem o governo mais comunista tem 100% do PIB em gasto do governo. Tem o consumo das famílias, investimento e balança comercial. O Brasil não tem a capacidade de fabricar moeda, logo para ter credibilidade nos mercados é importante políticas que visam manutenção de um nível de endividamento TOTAL de até 60% do PIB, que é o caso do Brasil. Se o Estado resolver se endividar de forma desenfreada faremos do Brasil uma Grécia, que se viu obrigada a mandar a taxa de juros para 29% para conter a circulação de moeda, atém de fortes cortes de gastos no setor público.

      • Rafael Galeoti disse:

        Continuo vendo problema sem um orçamento que calcula os gastos públicos balizando suas contas nas dívidas, e não o contrário.

  2. Thiago Pimenta disse:

    É fica claro que SIM o Brasil tem verba “pra fazer isso ou aquilo”, o que nos falta é vergonha na cara para direcionar nossas criticas e ATITUDES para a Ingerência e a Corrupção, e não estou falando somente nos nossos Representantes Políticos não, estou falando do POVO BRASILEIRO que é o responsável pelos acontecimentos, mandos e desmandos que ocorrem no nosso país….. mas ai isso é só mais uma crítica viu, não levem a sério não! Abraços

  3. Saúde é sub-financiada no Brasil. Isso é fato! E quem fala isso são especialistas como o ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, entre tantos outros da área. E ainda assim, aqui faz-se atendimentos caríssimos nesse setor como transplantes, só pra ficar em um exemplo. Para mim é um argumento reducionista esse dos grandes tributos no país. O que falta no Brasil é a tributação sobre grandes riquezas, inverter a ordem das coisas. Eu era favorável a CPMF, que foi derrubada com uma campanha ardilosa da Fiesp. Era um imposto que o grande capital não tinha como escapar. Pra mim, esse discurso meio classe média de fazer mais com menos, não cola. Uma economia cada vez em expansão como a nossa não permite esse simplismo com o pagamento da dívida pública. Não podemos aceitar desmandos com o dinheiro público, mas tbm não aceito essa história “tem dinheiro suficiente pra tudo”. Queremos um Estados Unidos para o nosso país, um consumismo desenfreado para bancar uma nação? Esse é um dos fatores da soberania da potência econômica, assim como armamentismo, guerras… Para mim, a questão é outra, garantir cada vez mais a valorização salarial. Sempre ouvi falar do alto custo de vida nas principais cidades da Europa, porém os salários acompanhavam. Hoje, devido ao neoliberalismo que dominou os anos 1990, a economia está arrebentada e é o povo quem terá que bancar pela insanidade dos teóricos do Estado mínimo.

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