Crônicas de um país sem sobrenome

Boa tarde, queridos leitores. Ando notando que, ultimamente, um assunto tem sido evitado por muitos em mesas e rodas de boteco: o julgamento do mensalão. Tem se falado mais do Palmeiras que do mensalão. Tem se falado mais da Nina e da Carminha que do mensalão. Num papo de elevador gigante, tem se falado mais até do terrível tempo seco que do mensalão. E o motivo disso é menos simples do que parece: embora é fato que os assuntos citados são bastante interessantes de serem discutidos, falar do mensalão é chato, MUITO chato!

Agora interessou? rsrs

E é chato justamente porque ninguém costuma entender uma só palavra do que vem sendo dito por aí. Neste mês de setembro, caro leitor, você com certeza já reparou naquelas intermináveis notícias do William Bonner sobre o julgamento do mensalão, cheia de nomes e termos esquisitos. Confesse: você entendeu tudo? Eu não. Mas o que acontece é que este é sem dúvida um dos momentos mais importantes da história nacional, e é por isso que, a partir de agora, o BdQ reativa sua já famosíssima coluna “12 perguntas para entender” e tenta, finalmente, explicar o julgamento do mensalão de uma forma mais simples e compreensível para você que, assim como eu, não manja nada de termos políticos.

Relembre abaixo as edições anteriores do “12 perguntas para entender”

Prontos? Te peço: tente ler até o final, que a coisa é importante! Desejo boa sorte, a mim e a você. Respirem fundo e aqui vamos nós!

1 – O que é o mensalão?

Começamos pela pergunta mais básica, e que já trava mais de 90% dos brasileiros.

Como vocês sabem (sabem?), o poder funciona da seguinte forma: existe o legislativo, que é formado por deputados e senadores que formulam as leis e idéias de gestão de dinheiro e do território e que precisam do apoio de “50% + um” colegas da casa para que seu projeto chegue até o executivo, onde aí sim o executivo passa o lápis e a coisa tá valendo. Até aqui, tudo certo?

O esquema do mensalão partiu de legisladores ligados à alta cúpula do PT, para que se compre o apoio de outros vários deputados, e assim os projetos criados pelas pessoas envolvidas no mensalão estariam sempre seguras de que seus projetos seriam sempre aprovados pelo legislativo. O termo “mensalão” foi alcunhado por um dos envolvidos, indicando essa espécie de “mensalidade” que cada deputado “comprado” recebia para assinar positivamente cada um dos projetos elaborados pelos deputados “compradores” de apoio: ao que foi apurado até então, cada deputado recebia R$30 mil por mês para continuar apoiando sempre as medidas propostas pela base aliada ao governo (leia-se PT e coligações).

Por outro viés, a complicada rede do mensalão propunha-se também a saldar as dívidas estratosféricas do PT com a campanha eleitoral de 2002, o que envolve diretamente diversas agências de publicidade na jogada (o que facilita bastante o esquema, como veremos adiante).

Depois dessa brevíssima explicação, repare: a coisa fica pior. Faça agora, caro leitor, a pergunta mais óbvia após esta reflexão:

2 – De onde vinha o dinheiro do mensalão?

O dinheiro usado para o pagamento do mensalão e para a quitação das dívidas das agências de publicidade veio diretamente de agências financeiras públicas, como o Banco Rural, Banco do Brasil, Fundo Visanet, cada um voltado para o fomento de atividades relacionadas para o desenvolvimento social e a manutenção dos meios de funcionamento da sociedade, como empresas de transporte, comunicação, assim por diante. Em outras palavras, era dinheiro que deveria servir para beneficiar a população. Mas isso, aparentemente, você já sabia…

3 – Como a casa começou a cair?

Era 14 de maio de 2005. A Revista Veja, ela mesma, divulgou um vídeo, desses feitos em câmera escondida, do pagamento de propina para dois funcionários dos Correios (manutenção dos meios de funcionamento da sociedade, lembra?), que em conversa apontam o então deputado Roberto Jefferson, do PTB, como diretamente envolvido num suposto esquema de desvio de dinheiro de contratos dos Correios, até então por motivos desconhecidos. A história do mensalão começou a surgir assim, como “peixe pequeno”: instaurada a CPI dos Correios para entender o que acontecia.

Acontece que “o que acontecia” viria fatalmente procedida de outra pergunta: “por que acontecia”. E antes de qualquer investigação mais aprofundada, o próprio deputado Roberto Jefferson, prevendo a merda, deu entrevista exclusiva à Folha de SP denunciando todo o esquema de compra de apoio político pelo PT, com detalhes que, à época, mostraram um esquema absurdamente maior de corrupção na Câmara dos Deputados que a simples CPI dos Correios apontaria.

Naquelas: a jogada do deputado foi um belíssimo esquema de “parem de olhar pra mim, tem coisa muito pior por vir”. E tinha. Uma hora ou outra a CPI dos Correios encontraria os desvios e, entendendo uma CPI como uma coisa séria, investigaria os detalhes e acabaria por descobrir todo o gigantesco esquema montado. Roberto Jefferson tentou se tornar um falso paladino da justiça brasileira, o que lhe rendeu cassação imediata do mandato e de todos seus direitos políticos e, como vocês bem se recordam, um belo “acidente doméstico”: um armário caiu sobre seu olho esquerdo…

… um armário chamado “caveirinha”, “neblina”, “chico faca” ou algo assim.

4 – Mas espera aí… corrupção não é uma coisa nova no Brasil, por que afinal esse caso está dando tanta repercussão?

Pelo fato de que, nesse caso em específico, este é o maior esquema de falcatruas já registrado na história brasileira, com nada mais nada menos que TRINTA E NOVE réus, sem contar os que escaparam das investigações!

Sem contar os prejuízos para a população, que são absolutamente imensuráveis, acompanhe:

  • Prejuízos de ordem econômica: por alto, a conta do STF levantou R$ 120 milhões por ano em verba pública desviada, lavada e inserida nos pagamentos dos mensalistas e dívidas de campanha, nos 3 anos em que o sistema funcionou sem interrupções. Pareceu pouco? Veja o próximo tópico.
  • Prejuízos de ordem social: com o dinheiro desviado no esquema, seria possível construir mais de 30 hospitais de ponta no Brasil (um para cada capital pelo menos), ou mais de 20 novas universidades federais, ou outros tantos serviços públicos absolutamente necessários e, como sabemos, de enorme carência na população brasileira como um todo. Lembre-se: por ano! E ainda tem mais, acompanhe.
  • Prejuízos de ordem política: com o esquema de apoio político comprado, criou-se no legislativo nacional um jogo terrível em que as leis são aprovadas ou desaprovadas em votação, não mais de acordo com a relevância de cada projeto, mas agora de acordo com quem propunha cada projeto! Imagine você, caro leitor, quantas possíveis boas ações foram vetadas por simplesmente não constarem das propostas dos beneficiados, e quantas propostas ruins (dessas que a gente volta e meia vê, como votar o aumento do próprio salário por exemplo) foram automaticamente aprovadas com a obtenção forjada dos tais 50% mais um…
  • Prejuízos de ordem democrática: em outras palavras, caro amigo: nos anos em que todo esse esquema rolava impunemente, seu voto foi praticamente jogado no lixo, já que os projetos de seu candidato a deputado era automaticamente cancelado por voto vencido. Pessoas tornaram-se mais importantes ou menos poderosas no esquema, criou-se uma hierarquização absurda entre candidatos relevantes e irrelevantes nas tomadas de decisões, e isso nunca teve nada a ver com sua função de legislar o país. E tudo por baixo dos panos – isso se por ventura seu candidato não tornou-se ele mesmo um dos mensaleiros…

Viu? Além do montante absurdo que pôde ser mais ou menos contado como dinheiro evaporado de outros setores sociais, ainda conta todos os prejuízos levados que simplesmente caem no subjetivo campo das suposições, mas que nem por isso deixam de ser prejuízos. Caro, você ainda acha que este é só “mais um esquema”?

5 – Certo, e por que demorou tanto pro julgamento começar?

Brasil, né minha gente? É assim que funciona. Agora, você imagina o trabalho que deu pra apurar TODOS os dados de um esquema que de início começou com três, quatro pessoas, e quando menos se viu tinha tantos réus cometendo todos os crimes relatados…

Tenha uma ideia, caro leitor: o dossiê inicial tem algo em torno de 50 MIL páginas! E você aí, com todo esse trabalho pra escrever um tuíte de 140 caracteres…

6 – Como assim, “tantos crimes”???

Você tem razão ao imaginar que tudo pode ser enquadrado como “corrupção” e pronto. Acontece que, quando falamos em “juridiquês”, temos que definir certinho, passo a passo, cada um dos delitos cometidos.

Certamente você já ouviu sobre eles no Jornal Nacional, e não entendeu. São sete os crimes cometidos pelos envolvidos no mensalão, acompanhe:

  • Corrupção ativa: oferecer algo, não necessariamente físico como dinheiro, em troca de vantagens ilegais. O lance do “comprador”, saca?
  • Corrupção passiva: esse é o crime do “comprado”, aceitar esse “algo” em troca das vantagens ilegais. Especialmente sabendo que é ilegal.
  • Lavagem de dinheiro: ocultar ou dissimular a origem de bens ou dinheiro oriundo de crimes. Aquele lance do “magina, gente, eu consegui isso por herança do meu tio avô de Rondônia que faleceu”… tranquilo?
  • Evasão de dívidas: tirar dinheiro do país sem autorização. É muito mais difícil encontrar dinheiro sujo se ele não está depositado num banco no Brasil, simples assim.
  • Formação de quadrilha: associar-se com três ou mais pessoas para cometer atos sabidamente ilegais. Tipo, todo mundo: trinta e nove é maior que três, confere? rs
  • Gestão fraudulenta: esse é pra galera dos bancos que desviaram a grana. O nome já diz: é crime praticar fraude em qualquer lugar, especialmente quando falamos de instituições financeiras.
  • Peculato: apropriação de bens ou dinheiro público para fins não-públicos. Perceba a diferença: na corrupção passiva, o criminoso aceitou receber uma vantagem ilegal, que se torna peculato quando essa vantagem é calcável fisicamente, como dinheiro público, transformado ou não em um carro do ano, ou uma viagem…

7 – E os figurões da coisa toda, que eu sempre escuto o nome e não sei quem são?

Ok, são vários, mas cabe aqui um pequeno glossário nominal com os mais relevantes:

  • José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares: os nomes mais pistoludos do PT na época, respectivamente ministro da justiça (é, irônico), presidente do PT e tesoureiro do PT. É o chamado “núcleo político”, as cabeças de onde saíram a ideia toda.
  • Marcos Valério: o grande braço por detrás de todo o esquema. Esse cara era o que fazia toda a ponte entre quem se beneficiava e quem recebia o mensalão, tirando dinheiro dos bancos e dos contratos de fachada feitos por suas agências de publicidade (mestres em fazer o que bem entender, diga-se) e repassando aos “comprados” logo em seguida. Não por acaso, a movimentação toda foi carinhosamente batizada de “valerioduto”, outro termo que certamente você já ouviu…
  • Duda Mendonça: o marqueteiro oficial do PT (lembra dos “pagamentos de dívidas de campanha”, né?). Recebeu um belo montante do valerioduto, mais do que a campanha valia. O pobre coitado achou que era dinheiro “limpo”, mas sei lá, talvez tenha achado “chique” depositar tudo em paraísos fiscais – é, evasão de dívidas. Tá pegando o jeito, garoto!

O resto, caro amigo, é peixe pequeno. Por acaso, são os que estão sendo julgados agora: o processo está rolando do menor pro maior, portanto, emoções garantidas até o final, aguarde!

8 – E aqueles caras com capa do Batman que eu vejo direto, quem são?

Oh garoto desinformado, aquele é o tal do STF. Sigla de Supremo Tribunal Federal, comitê responsável por julgar a constitucionalidade de certos atos polêmicos (lembra disso?) e os réus dos processos mais importantes da história. Você já assistiu Law & Order ou coisa do tipo? Imagine aquilo como um super-mega-ultra-fodão tribunal, o mais importante da nação, formado apenas por juízes com mais experiência na carreira que a minha e a sua idade juntas, indicados diretamente pelo presidente da república e nada mais. Fora de zuera: teve gente ali que foi nomeado quando José Sarney ainda era presidente! Só aí já dá pra ter uma ideia do tamanho do processo: é a primeira vez na história do país que o STF julga, réu por réu, todos os envolvidos em um esquema de corrupção!

Vai por mim: até as duas tia tem um pau maior que o teu.

É uma dificuldade extra, eu sei, acompanhar o julgamento do mensalão com tantas características desconhecidas pelo público no geral, como os nomes bonitos desses caras – Rosa Weber (sente o drama: Rosa e Weber! Hugo Chavez teria orgasmos múltiplos em casar com essa mulher), Ricardo Lewandowski, Carmem Lúcia (de cantora de cabaré à pica das galáxias) – e as figuras, dentre elas a do maior responsável pelo julgamento, e que até então vem fazendo um excelente trabalho, o excelentíssimo Joaquim Barbosa – que chama a atenção por ter voz grave, ser negão e fazer ioga na cadeira o dia todo por suas dores nas costas.

9 – E o Lula nessa história?

Então… isso é um grande X na história do mensalão. Tentou-se, de verdade e com afinco, provar que o Lula sabia do esquema todo, muito embora ele rolasse no legislativo, ou seja, antes de qualquer coisa chegar no executivo. A ideia é bastante plausível, o Lula é a cara do PT e o Zé Dirceu e o Genoino são, além de amigos pessoais do presidente, ligados fortissimamente ao seu partido. Mas nada ficou comprovado, e o Lula nem entrou em audiência.

A você, leitor, apenas um cuidado: fique atentíssimo ao que a mídia diz. Não é novidade pra ninguém que essa suposta não provada ligação do Lula com o mensalão tenha rendido trocentas capas de revista ao longo de todos esses anos, prato cheio pra muito jornalista sensacionalista por aí.

E pra chargistas também, diga-se.

Mas a versão oficial, que embora não se saiba se é a correta mas é a que consta oficialmente nos autos (independente de te convencer disso), é que não, Lulinha não teve o dedinho ali – oh, piada infame…

10 – Como evitar que novos esquemas assim surjam?

Oh, meu pequeno idealista. Infelizmente você não evita esse tipo de coisa. Se pudesse evitar, você acha mesmo que alguém não teria feito algo antes? Paciência gafanhoto…

Mas nem tudo está perdido, assaz rapaz. Uma coisa que você pode fazer é – sim, lá vem o bordão – votar melhor! Você se lembra quem foi sua escolha nas urnas para deputado federal e estadual? Pois foram esses caras que você votou e não lembra que bolaram a coisa toda! Brasileiro tem a péssima mania de dar mais atenção para quem se escolhe no executivo e menos no legislativo, que é justamente a cabeça por trás da assinatura do presidente. Fica a dica pras próximas eleições, meu garoto: pesquise mais sobre os números maiores da urna eletrônica, eles são muito mais importantes do que o horário político faz parecer!

11 – Como vai acabar tudo isso?

Perdão, caro leitor, eu faltei nas aulas da faculdade sobre ocultismo e futurologia… mas posso dar alguns pitacos de como eu acho que vai acontecer, me permite?

Trata-se de uma situação muito ímpar na história nacional. A mídia tá matando de pau em cima, acompanhando cada frase esdrúxula dos advogados, cada trejeito do Joaquim Barbosa e sua ioga sentado. Dificilmente tudo acabará em pizza, com o país todo em cima, vendo, acompanhando notícia a notícia em todos os noticiários de todos os canais. A pressão social é imensa em cima desse processo, entende? É feio arquivar tudo e ir pro boteco…

E por sinal, você pode ajudar a garantir que o negócio tenha um desfecho feliz, como cada um dos envolvidos devidamente punidos das formas como o STF melhor julgar: se inteire sobre o assunto, pesquise, divulgue esse post caso ache que está didático o suficiente pra seus amigos compreenderem, e após entender tudinho, acompanhe o processo. Discuta no bar, discuta no ~fêice~, fale sobre isso! Enquanto o mensalão for um tabu em grego ortodoxo, muita coisa pode ser feita sem que ninguém saiba, sem que ninguém se interesse, e eu não tenho dúvidas quanto ao mal que isso pode causar na nação!

Mas não pra você, sábio leitor do BdQ! Se você chegou até aqui você já sabe. Ou eu acho que você já sabe…

12 – E se mesmo assim acabar em pizza?

Entendo sua relutância em pensar positivamente sobre o futuro do julgamento. É sempre assim que acontece, muito embora as evidências desse caso específico apontem que não. Bom, se acabar em pizza, me traz uma de calabresa que é a minha preferida, que eu volto a falar do Parmêra do meu pai, ou do tempo seco, ou da Carminha e da Nina, e que se exploda o Brasil. #prontofalei.

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PS: como você pode imaginar, eu bem penei pra fazer esse post, querido leitor, visto que eu também me perdi bastante até agora nesses termos todos e nomes daqui e dali pronunciados pelo William Bonner como se fossem absolutamente naturais aos meus ouvidos. Pois é, não eram, nunca foram…

Precisei pesquisar, muito, vários links. E me encantei com o especial do G1 sobre o esquema e o julgamento do mensalão: super didático, de fácil navegação, com esquemas que me deixaram babando no melhor estilo “algum dia o BdQ vai ter isso”… vale MUITO a pena, clique aqui pra ver, é sério!

Procure especialmente pelos infográficos animados com todo o organograma da coisa, nomes, montantes, essas coisas. Tá ali, facinho, no “entenda a denúncia”, viu? E vá também, sem falta, na sessão de frases do mensalão: até Cazuza já apareceu no STF, risadas garantidas, imperdível!

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Comentários em: "12 perguntas para entender o julgamento do mensalão" (7)

  1. Adorei a explicação e todo o seu trabalho para aproximar o leitor do caso que está acontecendo na cara dele. É isso mesmo, Rafael! Vou te ajudar a divulgar o texto!

  2. Ótimo post! Parabéns pelo trabalho, com certeza compartilharei… Todos precisamos dessas informações “básicas”.

  3. Cibele Uchôa Brisola disse:

    Adorei, simples,conseguiu resumir didaticamente.

  4. Cara, vc não quer fazer um sobre belo monte não?

    • Rafael Galeoti disse:

      Já existe aqui um texto sobre Belo Monte. Não em formato “12 perguntas”, procure por “A contradição de Belo Monte e a nudez de Maitê Proença”, ok?

  5. Perfeito!
    Bastante claro e objetivo.
    Parabéns…

  6. sem duvida nenhuma o texto esta bem esclarecido!!!!!parabens pela explicacao excelente!

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