Crônicas de um país sem sobrenome

Arquivo para março, 2013

Sim, ele representa.

O raciocínio de hoje é simples, caro leitor: prometo. E peço de ti também que me faça uma promessa: reflita sobre seus pensamentos, sobre suas opiniões, sobre seu papel na sociedade. Promete? Então vamos lá…

Tenho observado há um tempo as reações absortas, de pessoas e grupos bem/mal definidos da sociedade, sobre a posse do Pastor Marcos Feliciano, um dos deputados mais polêmicos da nossa Brasília, à presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM), sem que muito se compreenda sobre o que faz, afinal, um defenestrador nato de comentários racistas e homofóbicos numa entidade governamental que, via de regra, teria como pilar principal justamente o combate de pensamentos racistas, homofóbicos e em geral depreciadores das tais “minorias”, grupo que, ao menos em teoria, abarca negros, homossexuais, índios, quilombolas, praticantes de religiões de origem africana – toda essa gente, brasileiros como qualquer um de nós, grupos historicamente prostrados em posições sociais “inferiores” ao que aqui eu chamo de “O Brasileiro Perfeito”. bem aqui, no “país da diversidade – e de tantos clichês“.

Pastor, deputado, pop-star, rico, metrossexual, sexy-symbol e sabe-se Deus mais o que!

Nosso “O Brasileiro Perfeito”, por sua vez, você conhece: é aquele cara isento de quaisquer dos mais clamados preconceitos/pré-conceitos existentes na nossa sociedade – não negue amigo, eles existem e estão por aí. “O Brasileiro Perfeito” não tem cara, nem nome: tem características, e essas são, sim, bem-definidas: branco, homem, heterossexual, magro, cristão (antes era o católico, agora pode ser apenas o “cristão”), classe média. Acrescente aí uma dose de “comportamentos sociais bem vistos”, se quiser: o cara é casado, trabalha das sete as cinco, cria seus filhos dignamente e os manda pra catequese (está aplaudindo de pé o Papa Argentino – e seu discurso de superioridade masculina), assiste o Jornal Nacional e se sente bem informado por isso. Tem casa própria. Anda de trem e ônibus, sim, mas tem o sonho do “carro-zero”.

"Olha mãe, eu jogo água fora porque somos perfeitos!"

“Olha mãe, eu jogo água fora porque somos perfeitos!”

Você, leitor, você conhece esse cara. Você admira esse cara. E tenta ao máximo ser esse cara – confesse. E sabe quem é o maior representante desse cara? Sim, ele mesmo: Pastor Marcos Feliciano. Democraticamente eleito deputado, pelo maior colégio eleitoral do país – e isso certamente significa alguma coisa… Você se revolta, mas no fundo você o admira. Você quer ser como ele. Eu posso apostar contigo, caro leitor: você não se enquadra em todas as características que fazem o “O Brasileiro Perfeito” – veja bem, pra ser “O Brasileiro Perfeito” você tem que se enquadrar em toda a descrição – e em algum aspecto você seria supostamente defendido pela CDHM…

Mas não. Você foi historicamente condicionado a apertar as mãos na alça da bolsa quando vê um “negão mal encarado”, estou certo? Que importa o fato de sua avó, bisavó ou qualquer ancestral da sua família ter sido escravo? Sua pele é branca, e isso te faz ter medo do “negão”. Você se revolta com o fato de existir o Dia da Consciência Negra – “não existe o Dia da Consciência Branca, cadê?” – e simplesmente não entende todos os fatores históricos e sociais que fizeram/fazem com que ser negro seja ainda motivo de vergonha no Brasil – algo que o branquinho nunca jamais saberá. Amigo, desculpa ser eu a te falar, mas Marcos Feliciano te representa.

(apalpadinha no bolso da carteira...)

(apalpadinha no bolso da carteira…)

Você está acompanhando os fatos, pelo Jornal Nacional, sobre a desapropriação do Museu do Índio no Rio de Janeiro, e seu pensamento flutua entre “fodam-se os índios”, “índio é tudo vagabundo” e “e esses desocupados fazendo manifestação? Vão trabalhar, minha gente”. Você nem sabe (o JN não te falou sobre isso) que toda aquela área era reserva indígena antes de a urbanização do “O Brasileiro Perfeito” ter chegado. Você acha estranho andar de cocar na rua, dançar pedindo chuva e usar saia de palha. Sabe Deus se você teve um ancestral indígena – provavelmente teve – mas que importa? Desculpa cara, mas eu preciso te dizer: Marcos Feliciano te representa.

Pois é.

Pois é.

Você é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Isso é uma “abominação social”, você diz. Lá no fundo, você tem nojo de gay: jamais vai esquecer o dia em que “um viadinho” te passou uma cantada, e você quase foi ignorante com o sujeito. Adotar crianças, então, nem pensar: “família tem que ter pai e mãe”, certo? E daí que você excluiu todos os milhões de brasileiros órfãos de pai ou mãe nessa sua frase? Ou, melhor ainda: “A Bíblia condena o homossexual, como pode afinal isso ser coisa de Deus?” – e já que você desconhece completamente o conceito de Estado Laico, concorda que a lei seja feita de acordo com a Bíblia. Exatamente o que pensa a bancada evangélica, da qual, orgulhosamente, Marcos Feliciano é parte.

Você chama, pejorativamente, seus amigos de “viado”. Volta e meia se depara, entre seus amigos na mesa do bar, com aquele comentário do tipo “acho que fulano queima a rosca, credo que absurdo” – e pondera todo e qualquer gesto ou comentário que possa fazer com que você seja o alvo dos “olha lá o viadinho” por parte de seus conhecidos… pouco importa, pra você, o fato de que individualmente a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo não alterará em absolutamente nada a sua vida, o seu cotidiano e seus dogmas religiosos seja lá quais eles forem… Mas você se opõe, afinal é “socialmente imoral” – independentemente do fato de você não saber exatamente como um casal gay fere a integridade da sociedade – e você se torna aqui o guardião da verdade e da moral brasileira. Só é valido que as leis sejam feitas e voltadas pensando única e exclusivamente nele/em você, nosso “O Brasileiro Perfeito”… Quer saber? Marcos Feliciano te representa.

"Você antes / você depois de chegar perto de mim e dar um sorrisinho oferecido"...

“Você antes / você depois de chegar perto de mim e dar um sorrisinho oferecido”…

De forma alguma, leitor, defendo a permanência desse crápula na presidência da CDHM. Acho, sim, um passo retrógrado na luta pela igualdade tão discursada nesse “país da diversidade que tudo aceita”, de “povo hospitaleiro alegre e feliz”, e tantos clichês e mais clichês que não passam disso e apenas isso: discursos. Discursos que encobrem uma realidade engessada na sociedade brasileira desde os tempos do descobrimento: “O Brasileiro Perfeito” é o cara, e apenas ele é digno do futuro. Mas de forma alguma, como uma partícula inserida nessa sociedade a qual (felizmente, amo o Brasil) pertenço, posso afirmar com tanto afinco que Marcos Feliciano não me representa. O que nos difere do Pastor Marcos Feliciano “O Brasileiro Perfeito”, em sua luta por seus cada vez maiores e exclusivos direitos, é o fato de este estar em um cargo público, que por definição deve defender todos os brasileiros independente de raça, sexo, sexualidade e religiosidade. Mas como pessoa, será mesmo ele tão diferente de cada um de nós?

Infelizmente, caro amigo, Marcos Feliciano é apenas um subproduto de um processo social, histórico e político que moldou a cara da nossa gente exatamente dessa forma: reconhecendo as diferenças como ameaças, não como uma entidade formada por indivíduos que, assim como eu e você, paga seus impostos e vota, o que o torna um brasileiro tão qualificado como nós mesmos. Atire-me na testa a primeira pedra quem se diz livre de todo e qualquer preconceito/pré-conceito. E de mãos abaixadas e atadas ao corpo (mas com esperanças que nossos filhos e netos possam me apedrejar), questionemos a legitimidade deste abominável senhor na presidência da CDHM: homem errado no cargo errado – e isso é de fato um retrocesso – mas homem certo quando nos é espelho. Sim, saio sem quaisquer machucados. E sim, ele nos representa.

Infelizmente.

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Veja também:

Crônica: sinalizadores, Galvão Bueno e o papa que o Brasil precisa

Não é mais um dia de congestionamento e interminável fila de caminhões desregulados na Marginal Tietê, daqueles que fazem o Aquecimento Global rir da sua cara nas três horas de engarrafamento entre as pontes do Piqueri e do Limão. Também não é mais um incêndio em galpão clandestino de muambas da 25 de março. Muito menos algum foco de incêndio em alguma boate irregular. Mas o Brasil volta seu olhar para a fumaça preta.

Habemus... cof... Habem... cof, cof,  cof, blergh!

Habemus… cof… Habem… cof, cof, cof, blergh!

Com a renúncia do Bentinho XVI, o mundo contempla a chance de, pela primeira vez na história, o Vaticano ter na maior cadeira um não-europeu para a chefia. E, dentre os potenciais a serem promovidos – muito embora se esforcem cada vez mais em dizer que isso é mais um “fardo” que uma “promoção” – o Brasil particularmente olha para Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo. Na verdade, é o mundo quem olha pra Dom Odilo: o Brasil torce, é diferente. Tá todo mundo imaginando o Galvão Bueno gritando “É do Brasil” ao ver Dom Odilo de chapelão naquela sacada da Praça São Pedro. “Habemus Papam”, e começa o tema do Ayrton Senna, imagina só! Alguém aí prevê trocar a hóstia por um pão francês fresquinho? O vinho por uma bela caipirinha?

Eu, daqui, só fico torcendo pra que, caso a torcida uniformizada do Dom Odilo (pense num nome legal pra isso) encontre qualquer outra torcida por aí (também católicos, by the way), não haja violência. Que ninguém acenda nenhum sinalizador naval pra cima dos ganeses torcendo pro Papa Negro, ou pros gringos comedores de hambúrguers (hambúrgueres?) torcendo pro Papa Modernoso do Twitter… e se morre algum fiel? Roma vai punir o Brasil, dois meses de missas em Aparecida com as portas fechadas. A não ser, claro, que alguns poucos fiéis com muito tempo hábil tumultuem ainda mais o Judiciário Brasileiro atrás do “direito de ver a missa de Aparecida” – e por tabela, tornem-se os católicos mais almofadinhas da nação. Até que alguém apresente um coroinha-não-traumatizado ao Supremo Tribunal Vaticanês (Vaticanense? Vaticanano?): o menino é de menor, vai embora todo mundo e esquece o assunto!

Cara de santo disfarça a mochila com sinalizadores embaixo da batina

Cara de santo disfarça a mochila com sinalizadores embaixo da batina

Se Dom Odilo não for papa, aguarde a enxurrada de críticas. Como acontece com qualquer outro esportista: ouvirá em coro no caminho pra casa o famoso PI-PO-QUEI-RO! Especialmente quando o esporte não é o futebol. Perder pra Itália e o Arcebispo de Milão pode até ser compreensível, tem toda a tradição, não é time pequeno… mas o Brasil é o país do catolicismo, poxa! É a cereja que falta no bolo do nosso “Estado-Laico-só-que-não“! Perder pros Estados Unidos, onde bonito é ser protestante e o futebol é esporte de mulherzinha? Perder pra Gana, que ninguém nunca ouviu falar sobre a população católica e se surpreende só pelo fato de imaginar que lá existe uma população, quanto mais com religião? Alguém proteja Dom Odilo no aeroporto, por favor!

E se não for Dom Odilo, alguém arriscaria um novo nome pro Papa da Copa? Em redes sociais por aí, as piadas não param (eita, país católico!): Papa Nicolau, Papa Goku, Papa Tudo (esse é velho pacas!), Papa João de Santo Cristo, Papa Rapaparapatchibum… piadas ruins a parte, eu daqui tenho uma sugestão, e acredito ser a mais perfeita pra um papa brasileiro: Toninho do Diabo!

A capa já está até pronta, falta só trocar o chapéu!

A capa já está pronta, só o chapéu que não combina!

Por que o espanto, leitor? O Brasil é o novo líder mundial no que corresponde a “tratamento de choque” quando o assunto é poder, e tradição é tradição: Tiririca é da pasta da Educação, pastor homofóbico e racista lidera a CDHM, Blairo Maggi preside o Meio Ambiente e Renan Calheiros está há uns tempos na presidência do Senado. E isso porque eu nem contei a escola que emburrece

A arte de contar letras, ou: formas do governo de ser “bem sucedido”

Educação, minha gente. Não foram poucas as vezes em que, aqui no BdQ ou em discussões pessoais, com alunos ou em rodas de bar, fui um entusiasta da ideia de que o estarte para qualquer (repito: QUAL-QUER) mudança social no Brasil é a melhora da educação no país. Quantas vezes soei repetitivo, quantas vezes desviei o assunto e me vi batendo sempre, sempre, SEM-PRE nessa mesma tecla. Perdi muitas discussões por vê-las cortadas ao meio, por gente que não entendeu meu ponto de vista. Também, ganhei muitos adeptos dessa teoria, gente que nunca havia parado pra pensar a respeito, e que me fez voltar pra casa com um sentimento de vitória – não por “ter ganhado” uma discussão, mas por estimular o senso crítico do meu interlocutor. De certa forma, talvez seja isso mesmo que eu e os outros loucos nos propusemos ao fundar este modesto blog – e por sinal, sinto-me seguro o suficiente para falar por todos: ficamos orgulhosíssimos todas as (poucas) vezes que tocamos o pensamento de alguém com essas mal escritas reflexões.

Pra mim, a ideia é bastante clara: é estimulando o pensar das coisas que criamos cidadãos mais conscientes, tanto na hora de perceber a sua realidade – o que é tarefa cotidiana, é fato – como na hora de usar o maior poder que o cidadão brasileiro tem de mostrar sua indignação e desejo de mudança para com as mazelas atuais, sejam elas quais forem: o voto, mesmo a eleição sendo todo esse circo que estamos acostumados, mesmo a eleição sendo esse festival de decepções de dois em dois anos. É importante, sim. E seria ainda mais importante se houvessem, diante das urnas, cidadãos de senso crítico formado, com opiniões bem fundadas – não no sentido acadêmico da coisa, mas do cotidiano mesmo. Todo mundo tem, em si, o potencial pra ser um grande pensador da sua própria realidade, um grande teórico do cotidiano, um potencial intelectual. E tudo isso passa, claro, pela educação.

Caro leitor: é na escola, pela figura sagrada e amplamente desvalorizada do professor, que se encontra o estopim para qualquer evolução – com ou sem aquele “R que muda tudo” antes da palavra. É na escola que se garante aquilo que a Constituição Brasileira de 1988 diz:

“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (Constituição Federal, artigo 205)

E se você ainda tem alguma dúvida de que aqui estamos falando, sim, de formação do tal senso crítico que eu tanto martelo nessas linhas, saca só o que a Lei 9.394, ou Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 20 de dezembro de 1996, diz a respeito:

Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

(…)

Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;

III – pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;

Lindo né? Só que daí, nas andanças pelos jornais internet afora, a gente se depara com a tetéia abaixo, leia só:

Fonte: Revista Fórum. Link para a matéria: clique aqui

Fonte: Revista Fórum. Link para a matéria: clique aqui

Como educador que (também) sou, não poderia de forma alguma deixar de comentar tal atitude. Leu com carinho a notícia? Então vamos aos questionamentos:

  1. É fato, a gente sabe que português e matemática são grandes deficiências dos ingressantes do ensino fundamental. Mas será mesmo que apenas aumentando a quantidade de aulas dessas disciplinas a coisa realmente muda? Ou o problema está na qualidade das aulas, e em especial na capacitação, remuneração e incentivo ao professor? Quanto tempo faz que a tal Secretaria Estadual de Educação (queridíssima, só que não) não comenta algo a respeito?
  2. Ok, ao que tudo indica, essas matérias perdidas voltam na quarta série. Com que base um aluno de quarta série, que nos três primeiros anos viu somente português e matemática, vai se interessar pelo conhecimento de outras coisas que nunca viu e que não está acostumado na escola até então?
  3. “Tornar o currículo escolar mais atraente”. Leia de novo isso: mais atraente! De onde tiraram que as ciências humanas, físicas e biológicas não são atraentes? Ou, são menos atraentes que somar-subtrair-multiplicar-dividir? Qualquer (repito, de novo: QUAL-QUER) professor sabe, ou deveria saber, que fazer a aula “atraente” depende muito mais da didática do que do conteúdo em si. É possível fazer química orgânica atraente com uma aula bem dada! É possível fazer física quântica astronáutica atraente com uma aula divertida! Não é exatamente pra isso que serve a pedagogia e as diversas disciplinas sobre isso que existem no currículo acadêmico de qualquer futuro professor?
  4. Nossos amiguinhos da Secretaria Estadual de Educação (amo vocês, gente!) já ouviram falar de interdisciplinaridade? O currículo novo quer que o aluno saiba contar, ler e escrever. Até a quarta série, é apenas isso. Penso eu: sem as demais disciplinas obrigatórias, de ciências e humanidades, nossos aluninhos queridos vão contar o que? Escrever sobre o que? Talvez, seja contar quantas sílabas tem em “paralelepípedo”. Ou escrever redações e mais redações sobre as diferentes formas de “tirar a prova dos nove”… só se for, né gente?
  5. Que tipo de aluno a Secretaria Estadual de Educação pretende formar ampliando os conhecimentos de português e matemática e retirando conteúdos de “ciências físicas, biológicas, história e geografia”? Que o cara precisa disso pro mercado de trabalho a gente sabe, mas e pra aquele “exercício da cidadania”, ou pra aquele “aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber”?
Tá fácil não...

Tá fácil não…

Aproveite agora, caro leitor, que você ainda não chegou a ser formado por esse estupro disfarçado de novo currículo e responda as perguntas que seguem: faça o cabeçalho na folha de almaço, que é pra entregar pro professor na próxima aula, tá?

Vamos lá:

  1. Quais as melhores formas que um governo tem para garantir que seus futuros cidadãos não sejam pessoas com poder de questionamento (e assim, sejam menos observadores das falhas que uma determinada gestão pública tem)?
  2. A quem o tal “novo currículo” é “mais atraente”?
  3. Brasil do que?

Até amanhã, aluninhos! Recolho o dever de casa na entrada!

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